Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

O “Futurismo”, vanguarda artística europeia, expõe um otimismo frente ao desenvolvimento tecnocientífico. Fora do campo da arte, as potencialidades da ciência não têm sido exploradas de forma plena no Brasil, fato que representa desafios no combate à fuga de mentes brilhantes para o exterior. Desse modo, verifica-se que tais obstáculos para a atenuação desse impasse são a carência de investimentos massivos no setor, por parte estatal, bem como a acomodação estacionária no tocante ao desenvolvimentismo.

De antemão, percebe-se que a escassez de investimentos massivos no âmbito científico tem sido um dos desafios no combate à fuga de brilhantes mentes para o exterior. Nesse contexto, verifica-se que a Constituição Federal declara que é dever estatal prover os meios necessários para o pleno desenvolvimento pátrio. Entretanto, esse viés constituinte tem ganhado características de uma utopia, visto que a negligência governamental frente à priorização de financiamentos de pesquisas revela um dos principais motivos para a intensa diáspora de cérebros. Nessa lógica, chega-se à conclusão de que a banalização da secundarização de destino de verbas para as áreas da ciência representa o desestímulo de permanência.

Além disso, infere-se que a acomodação estacionária no tocante ao desenvolvimentismo tecnológico é outro desafio para o combate à fuga de cérebros da pátria. Nesse âmbito, analisa-se a afirmação do cientista tecnológico Steve Jobs, a qual expõe que o investimento em ciência é o que move o mundo contemporâneo. Nessa ótica, chega-se à conclusão de que o comodismo governamental, quanto ao incentivo monetário na área de pesquisas, representa um dos grandes causadores do escoamento de importantes nomes científicos brasileiros. Isso porque tal atitude congela, temporalmente, o desenvolvimento motivador de mentes inovadoras.

Portanto, sabe-se que os desafios no combate à fuga de cérebros devem ser atenuados. Logo, cabe ao Ministério da Ciência findar o desestímulo científico pela carência de verbas, criando um programa de auxílio financeiro exclusivo para mentes inovadoras que supra todas as necessidades. Também, é dever do Governo Federal garantir o fim do comodismo estacionário, aplicando investimentos mais volumosos em laboratórios de universidades públicas. Assim sendo, será possível acabar com a negligência, o comodismo e, consequentemente, com essa diáspora cerebral.