Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 0,2% dos brasileiros possuem doutorado, enquanto a média dos países pertencentes à organização é de 1,1%. Esse dado é alarmante, pois mostra que estamos à baixo da média. Sendo assim, a falta de investimento, estimulo e oportunidade de emprego são fatores que levam acadêmicos brasileiros a saírem do Brasil.
A princípio, em 2019, houve um grande contingenciamento de gastos nas universidades brasileiras, o que atrapalhou o desenvolvimento de diversas pesquisas acadêmicas, de doutores, mestrandos e universitários. Algumas dessas pesquisas tiveram que serem suspensas por falta de verba. Essa, infelizmente, é a realidade de muitos pesquisadores no Brasil, um país que não investe na educação e acaba perdendo mentes brilhantes para outros países. De acordo com ANPG, Associação Nacional de Pós-graduandos, há 300 mil pós-graduados no Brasil, mas metade deles não recebe nenhum auxílio para realizar suas pesquisas. Essa falta de ajuda por parte do governo dificulta que o país avance, países que investem em educação são países mais desenvolvidos. E muitos desses pesquisadores são chamados para pesquisarem em outros países, esses países oferecem moradia e um bom salário.
Além disso, há a falta de emprego para esses estudiosos têm dificultado que queiram permanecer no Brasil. De acordo com Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, “25% dos brasileiros com doutorado, e 35% dos que têm mestrado, estão desempregados”. Essas pessoas recebem propostas de trabalho em outros países e preferem ir a ficarem desempregados. Algumas indústrias brasileiras preferem não contratar profissionais que tem mestrado ou doutorado, por terem um salário mais caro. Dessa forma, o país perde com a saída dessas pessoas, porque muitas dessas mentes brilhantes trabalharam em nome de outro país e os ajudaram a crescer economicamente. Sendo assim, só quem perde com isso é o Brasil, pois com pesquisas se alcança a inovação e o desenvolvimento econômico, fazendo com que aja crescimento econômico.
Portanto, a muitos desafios para combater a fuga de cérebro, o Ministério da Educação, junto com o Ministério da Economia deve investir nas universidades e também oferecer empregos para acadêmicos. Deve investir nas universidades na área de pesquisas e auxiliar os acadêmicos financeiramente, para que cada vez menos acadêmicos saiam do país. Essas ofertas de emprego devem ser para graduados, pós-graduados, mestrandos e doutores que estão fazendo pesquisas ou que terminaram a graduação, pós-graduação, o mestrado ou doutorado; para que assim eles optem por permanecer no país e ajudando no desenvolvimento econômico.