Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

Durante o Terceiro Reich, na Alemanha Nazista, diversos cientistas e pensadores tiveram que fugir do país a fim de continuarem seus trabalhos ou simplesmente sobreviver. Infelizmente, atualmente, o Brasil vive um cenário semelhante nesse modo: a fuga de cérebros ao estrangeiro; a ter como principais desafios de contenção: a negligência do governo no assunto o que deixa a ciência e tecnologia nacional sempre atrás de outros países.

Primeiramente, de acordo com escritor Darcy Ribeiro “a crise na educação brasileira não é uma crise; é um projeto”. Essa máxima tem todo sentido quando se é discutido a negligência do Estado com o próprio desenvolvimento, uma vez que o progresso de uma nação está intimamente ligado ao investimento em educação e pesquisa. Além do mais, o fracasso do governo no combate à fuga de cérebros deve-se, quase que exclusivamente, ao pouco apoio e investimentos em pesquisas, visto que as instituições e membros necessitam de financiamentos e incentivos. Prova disso, é que segundo o Jornal O Tempo, em um ano o Brasil reduziu o investimento em educação em 12%. A consequência? a continuidade do fluxo emigratório de cientistas brasileiros, a ter como tendência um número cada vez maior.

Outrossim, a área de tecnologia (quarto setor da economia) é a que mais faz um país progredir, porém o Produto Interno Bruto (PIB) nacional é composto em maioria pela agricultura e agropecuária, o país sinaliza à iniciação de desenvolvimento tecnológico, mas o conservadorismo econômico atrapalha à pesquisa científica, o que torna difícil o progresso na área. Com isso, a pouca oferta por empregos ou incentivos no país acaba ocasionando a ida de cientistas ao exterior, o que torna o país sempre atrasado logisticamente e tecnologicamente de países já desenvolvidos.

Em suma, para combater à fuga de cérebros no Brasil, o Ministério da Saúde precisa investir em educação, com mais bolsas para especializações e doutorados, além de investir mais dinheiro na universidades públicas federais, a fim de melhorar o cenário da ciência no país. Além disso, o governo federal pode auxiliar empresas em ascensão, que desenvolvam com “high-tech”, com financiamento ou criando um setor para orientações de mercado e logística, a fim de tornar o pais mais industrializado e concorrer com as grandes empresas do ramo, seguindo o caminho correto ao desenvolvimento.