Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

De acordo com o filósofo francês Michel de Montaigne, “o lucro do estudo é tornar-nos mais sábios”. Tal citação, apresenta a importância do conhecimento para a formação não só do individuo enquanto ser único, mas também, para a sociedade em geral. Entretanto, a desvalorização do meio acadêmico no Brasil, gera um grande número de emigrantes intelectuais, estes, que possuem um potencial imensurável que poderia ser mais bem explorado em território nacional. À medida que o tempo passa, nota-se uma deficiência na área científica, visto que não há investimentos a fim de proporcionar aos profissionais uma estrutura adequada para seus estudos, como também, a falta de valorização dos estudiosos no mercado de trabalho, o que os leva a abandonar o país.

Embora comprovada a importância das pesquisas e do aperfeiçoamento científico, o Estado não garante a aplicação de capital necessária para que se possa executar tais tarefas, de modo que o pesquisador acabe tirando dinheiro do seu próprio bolso para executá-las. Apesar da Lei Orçamentária indicar que existe um grande investimento na área de conhecimento, o que se prova é o contrário. Para o Ministério da Educação, as universidades de todo o país sofreram um corte de aproximadamente um quarto da verba inicialmente investida. Como resultado, as pessoas se veem obrigadas a abandonar o país em busca de melhores condições. Enquanto houve esse problema, o Brasil sofrerá com a falta de cérebros, que são os principais responsáveis por descobrir novas soluções para questões sociais, ambientais, entre outras.

Enquanto não for dado o devido valor aos pesquisadores, os mesmos continuarão a sair do país. O mercado de trabalho, além de ser extremamente disputado, é também, extremamente injusto. Pessoas que estudaram grande parte de duas vidas não tem o reconhecimento que merecem, o que os desmotiva a continuar a seguir por esse caminho. Segundo o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o número de brasileiros desempregados com doutorado ainda é muito grande quando comparado á outros países. Portanto, é mais que comprovada a deficiência existente no Brasil quando o assunto é a questão da valorização do profissional responsável por pesquisas.

De modo que ambos problemas em pauta sejam solucionados, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério do Trabalho devem realizar maiores investimentos financeiros para que assim seja possível fornecer uma melhor estrutura para os profissionais. Além disso, um melhor reconhecimento deve ser proporcionado como forma de incentivo. A mídia deverá ser utilizada como meio para propagar essas ideias, já que a mesma possui um público muito amplo.