Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Hoje em dia, nada de realmente novo existe que não seja resultado da pesquisa científica. No entanto, diante de um estudo realizado pela Fiocruz com cerca de 2.000 jovens no Brasil, 93% desconhecem o nome de um pesquisador brasileiro. Com isso, observa-se que a falta de incentivo financeiro para pesquisa e o reconhecimento da área são obstáculos encontrados por cientistas e pesquisadores.

Estimativas a partir dos dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), apontam para uma tendência de redução no investimento em pesquisa e tecnologia desde 2015. Informações fornecidas pelo Senado, apontam que o Brasil entre os países que compõem o Brics, é o que menos investe em ciência e tecnologia, com PIB de 0,61% voltados para o setor público. Em relação ao setor privado, este número reduz para 0,55% compreendendo que o investimento em ciência e tecnologia no país está limitado, fazendo com que profissionais busquem outros países com mais apoio e investimentos para moradia e trabalho.

Segundo o Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), a divulgação científica é uma atividade complexa em que os conhecimentos científicos e tecnológicos são colocados ao alcance da população, porém ainda não acontece de forma muito efetiva. O reconhecimento da população de tais pesquisas ainda é muito irrisório, o que não gera interesse de iniciativas privadas em investir ou criar parcerias.

Portanto, uma solução possível para a situação discutida seria uma proposta de lei onde o estudo científico fizesse parte do currículo escolar desde o ensino fundamental. Outra possibilidade é a imposição da divulgação de pesquisas científicas nos veículos de mídia, oportunizando o conhecimento e o interesse da população na ciência, e viabilizando parcerias entre as instituições públicas e privadas, afinal, sem a ciência não há futuro.