Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/06/2020
Segundo a Receita Federal, cerca de 22.549 pessoas fizeram declaração de saída definitiva do país no ano de 2019. Nessa parcela de indivíduos que estão buscando a vida em outros lugares, se encontra um conjunto de cientistas, de todas as idades, à procura de oportunidades. Esse fenômeno de fuga de cérebros vem se apresentando como um problema no Brasil, em cujo combate estão envolvidos desafios como a falta de investimento em educação e pesquisa, e as mazelas sociais que afligem a nação.
A princípio, é importante perceber que um dos obstáculos a serem contornados na atenuação da fuga de cérebros do país consiste na falta de incentivos aos cientistas brasileiros. De acordo com o jornal Rede Brasil Atual, por exemplo, o Ministério da Educação cortou cerca de 11.811 bolsas de estudos para pesquisas de pós-graduação no ano de 2019. Dessa forma, a negligência governamental, no que se refere aos investimentos em educação e ciência no Brasil, se mostra como uma verdadeira causa da emigração dos intelectuais e acadêmicos, os quais saem de sua nação em busca do apoio que não recebem em sua própria “casa”.
Além disso, conforme o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil ocupa a posição 75 no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano Global, estando, desse modo, muito atrás de países desenvolvidos como os Estados Unidos, por exemplo, um grande receptor de cientistas mundial. Nesse sentido, os problemas relacionados à qualidade de vida da população brasileira consiste em outro desafio no combate à fuga de cérebros. Isso porque no momento em que é oferecida a um indivíduo o poder de escolher entre permanecer no Brasil, um país emergente e ainda muito afetado por várias mazelas sociais, ou mudar-se para uma nação mais desenvolvida, a qual está disposta a recebê-lo e pode proporcionar-lhe melhores oportunidades, não fica difícil para ele acatar, entre essas, a opção mais favorável.
Logo, é preciso adotar medidas para mudar essa realidade. Para isso, o Ministério da Educação deve incentivar o estudo científico no país, por meio de uma maior destinação de verbas para a realização de estudos e pesquisas, e pelo oferecimento de bolsas para agraduação e pós graduação de acadêmicos. Isso com o objetivo de oferecer estrutura e apoio aos pesquisadores brasileiros. Ademais, o estado precisa combater as mazelas sociais que afetam a nação de maneira mais eficiente, por intermédio da realização de mais investimentos nas áreas da educação e da saúde no Brasil. Tudo isso com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população nacional e de fazer com que as pessoas queiram continuar vivendo no país.