Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
O termo “fuga de cérebros” é utilizado para definir a saída de profissionais qualificados do seu local de origem para diversos outros sítios, os quais possuem melhores condições de trabalho. Esse conceito é amplamente discutido no território brasileiro, visto que é uma prática bastante frequente entre as mentes brilhantes que rondam o país. Logo, é bastante importante definir os motivos dessa migração e a necessidade de combatê-la.
Em primeira análise, vale salientar as circunstâncias que provocaram a saída da população científica do Brasil. Desde o ingresso das máquinas no século XVIII com a Revolução Industrial, a busca por mão de obra qualificada cresceu expressivamente. Todavia, esse processo de industrialização não foi homogêneo, visto que ainda existem países atrasados no âmbito tecnológico, como o Brasil. Apesar do território brasileiro investir em iniciações científicas em diversos Institutos Federais, por exemplo, o setor principal da economia brasileira, ainda é o terciário, o qual engloba os serviços e o comércio. Isso demonstra a estabilidade brasileira em relação aos países que investem em tecnologia de ponta, como os Estados Unidos, um dos principais destinos dos cérebros brilhantes brasileiros.
Sendo assim, o mesmo indivíduo que promove o progresso baseado na educação e tecnologia em outros países, já experimentou o mercado de trabalho no Brasil e verificou a alta desvalorização do profissional qualificado, baixa remuneração e a precariedade das condições de trabalho no território brasileiro. Isso se dá por conta dos baixos investimentos que contribuem para a educação tecnológica, desde a infância até o ingresso no mercado de trabalho. Por isso, o Brasil, mesmo com toda sua extensão territorial e sua diversidade, ainda perde indivíduos inovadores que poderiam transformar seu país e eliminar as crises econômicas a partir da educação.
Logo, é preciso que o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia, invistam em educação tecnológica, principalmente no mercado de trabalho, onde os profissionais qualificados terão oportunidade de crescer e serem valorizados em seu ambiente de trabalho, o qual também deverá receber contribuições a fim de que esteja equipado adequadamente para o desenvolvimento de novas tecnologias.