Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

Com a revolução tecnocientífica do século XX ,o desenvolvimento de indivíduos com alto conhecimento no campo profissional das diversas carreiras tornou-se necessário para o crescimento socioeconômico e científico dos países.No entanto,no Brasil,a fuga dessas pessoas com maior especialização em sua área de atuação para países que oferecem melhores oportunidades de trabalho demonstra que o país ainda possui obstáculos para criar, reter e atrair novos talentos.Dessa forma,a falta de investimentos governamentais em pesquisa científica e a pouca conexão entre as universidades,mercados de trabalhos e as indústrias em geral,como desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil,devem ser debatidos e solucionados.

Em primeiro lugar,é importante ressaltar que o investimento financeiro governamental em cientistas e laboratórios é extremamente  necessário para reter os especialistas na área da ciência e impulsionar a pesquisa científica no país.Apesar disso,segundo o biologista celular Alexander Birbrair,o suporte financeiro que o Brasil dá à ciência ainda não é suficiente para desenvolver essa área e,consequentemente,o país.Diante desse fato,pode-se observar que a falta de  investimento público na área científica impossibilita o impulsionamento à pesquisa  de cientistas e cérebros brilhantes do Brasil já que não há recursos para manter os laboratórios e as ferramentas tecnológicas que são suportes do  estudo científico.Dessa forma,sem esse auxílio governamental ao desenvolvimento da ciência no Brasil,os especialistas nessa área passam a procurar melhores condições de estudo e maiores apoios para suas pesquisas em países mais desenvolvidos cientificamente,favorecendo a ‘‘fuga de cérebros’’ e contribuindo ainda mais para a desigualdade socioeconômico já abismais entre os vários povos do mundo.

Além disso,é necessário salientar que,levando em consideração os dados do Centro de Gestão e Estudos Acadêmicos do Ministério da Ciência,os quais mostram 25% dos brasileiros com doutorado estão desempregados,a pouco conexão das instituições de ensino com o mercado de trabalho representa um grande obstáculo para o combate à fuga de cérebros no Brasil.Assim,mesmo tendo anos de estudos acadêmicos aprofundados em uma área,esses seres não possuem um campo de trabalho para atuarem já que a indústria que deveria o empregar vê-lo como caro.Dessa forma,observa-se que não existe essa ligação entre as universidades e o campo laboral brasileiro o que não dá possibilidades de emprego a esse cérebro e o obriga a ir procurar melhores opções de trabalho em outro país.

Portanto,cabe ao governo criar laboratórios e comprar tecnologias de estudo científico para esses locais.E,o Estado deve fazer acordos com as indústrias para garantir a empregabilidade desse cérebro.