Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/06/2020
A fuga de cérebros é um problema muito presente na sociedade brasileira. Esse problema deve ser enfrentado, uma vez que, todos os anos leva centenas de jovens capacitados a emigrarem para outros países. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: as baixas remunerações e a desvalorização dos cientistas.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a emigração de profissionais que fazem pesquisa deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país brasílico. Devido à falta de atenção das autoridades, a maioria dos cientistas não está recebendo os devidos salários. Desse modo, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal urgentemente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de valorização dos pesquisadores como promotor do problema. De acordo com uma pesquisa do jornal O Globo, 76% dos profissionais da Ciência se sentem desvalorizados pelos governos e 25% cogitam sair do país. Partindo desse pressuposto, podemos mentalizar que a postura do governo brasileiro é extremamente negativa, pois está levando o Brasil a ter uma visão de país retrógrado mundo afora e isso espanta investimentos econômicos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de valorização de pesquisadores contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a fuga de cérebros, necessita-se, de forma urgente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Ciência e Tecnologia será revertido em verba para pesquisas científicas que atinjam os pesquisadores. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da fuga de cérebros e a coletividade alcançará a Utopia de More.