Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/06/2020

As duas décadas iniciais do século XXI, tanto no Brasil quanto no mundo globalizado, foram marcadas por descobertas cientificas, o que possibilitou não só o aprofundamento, mas também o desenvolvimento de novas áreas de pesquisas.  Por conseqüência disso, diversos países aumentaram seus investimentos para com ciência e passaram a valorizar o profissional cientista. Porém, muitos países em desenvolvimento apresentaram uma diminuição no número de pesquisadores trabalhando em território nacional, uma vez que esses migram para nações que apresentam melhores condições. Por conseguinte, o Brasil tem tomado medidas para combater essa fuga de profissionais, mas ainda apresenta diversos desafios a serem superados, como :Baixos salários e diminuição das bolsas de pesquisa.

Em primeiro plano, é lícito postular que no Brasil o cientista não é valorizado, uma vez que, considerando o salário mínimo de 2020 como, em média, mil reais, diversos pesquisadores, como aqueles formados em biomedicina, apresentam uma renda mensal em torno de dois mil reais, de acordo com, o site da BBC, ou seja, bem próxima do que alguém sem formação acadêmica pode obter. Dessa maneira, fica claro o motivo dos profissionais migrarem para outros países, eles buscam nações que valorizem os seus anos de estudo, aprendizado e ambições.

Ademais, é de conhecimento geral que o Brasil apresenta um elevado índice de desigualdade social e que, devido a isso, muitos estudantes dependem de ajuda governamental para poderem concluir e aprofundar os estudos. Entretanto, em 2019, o presidente da república Jair Bolsonaro cortou mais de um quarto das bolsas de doutorado e de iniciação científica, de acordo com o site da Uol, o que além de atrasar o progresso científico do país, diminui tanto a chance de novas descobertas quanto a oportunidade de estudo para pessoas de baixa renda ou que dependem da universidade pública para a conclusão do ensino ou de pesquisas.

Assim, é indiscutível que o Brasil apresenta diversos desafios a serem superados para impedir a migração de profissionais para outras nações. Sendo assim, cabe ao presidente da república proporcionar maiores médias salariais para os pesquisadores, padronizando um valor mínimo a ser pago pelas empresas ao contratarem um cientista, além de restabelecer as bolsas de iniciação científica e de doutorado, as quais estão presentes nas universidades públicas desde o início do século XXI. Somente assim os cientistas irão se sentir valorizados e serão incentivados  continuar a estudar e pesquisar nas universidades públicas nacionais.