Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
Em 1957, massas de pessoas movidas, principalmente, por falta de melhores oportunidades de empregos deslocavam-se do norte e nordeste do Brasil em direção ao sul do país para a construção de Brasília, este grupo ficou conhecido como “candangos”. Nesse sentido, não muito diferente dos candangos, são os “cérebros” do Brasil – cientistas e pesquisadores -, que muitas vezes precisam abandonar seu país de origem em busca de melhores condições de estudo e trabalho em outros países. Isso acontece por não haver melhores incentivos e apoio às pesquisas no Brasil. Dessa forma, deve- se analisar este desleixo com a educação, que impede combater a fuga de cientistas no Brasil. De início, não há duvidas que o Brasil investe muito pouco em ciência e tecnologia, isso fica claro, não só quando observado baixíssimos valores de bolsas de estudo e pesquisas, mas também a extinção de desses incentivos à educação. Nesse viés, uma pesquisa realizada pelo jornal “CNN Brasil” mostrou que o crescimento da fuga de pesquisadores do país em direção a países com melhores incentivos educacionais é de 184%. Tal dado deixa claro que, devido à crise política e a recessão econômica que o país atravessa, os já baixos investimentos educacionais tornaram- se ainda mais escassos, fazendo assim que “cérebros” responsáveis por grandes pesquisas científicas saísse do Brasil a procura de melhores investimentos para seus estudos. No entanto, este desleixo com a ciência brasileira traz conseqüências gravíssimas para a economia do país, como baixa ou nenhuma produção de tecnologia, algo, atualmente, de muito valor internacionalmente. Assim, a nação fica cada vez mais dependente da tecnologias de outros países, tendo que exportar matérias . Dessa maneira, o ministério da educação deve criar melhores incentivos educacionais, como bolsas de estudos e pesquisas. Isso pode ser feito por meio do “programa de estímulo a pesquisa científica”, na qual irá contribuir com investimentos monetários aos graduandos de universidades para ajudá-los a iniciar sua pesquisa científica a fim de melhor viabilizar a busca por novos conhecimentos. Além disso, o Ministério da Economia em conjunto com as Secretárias de Educação estaduais podem ainda transformar pesquisas científicas realizadas por mestrandos e doutorandos em profissão. Nessa perspectiva, estes iriam receber salários justos e meios mais fáceis que viabilizassem suas pesquisas com o objetivo de combater a fuga de cérebros do Brasil. Ademais, deve ser lançado pelo Ministério da Educação em parceria com empresas privadas um programa de renda aos universitários de baixa renda que não têm como se manter financeiramente.Só assim o Brasil será um país prospero com real respeito e valorização da educação.