Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
No filme O menino que descobriu o vento o personagem Willian, o qual salvou o seu vilarejo com sua inteligência e esforço, foi estudar nos Estados Unidos. A saída do personagem de sua terra natal nessas condições representa a importação e exportação de profissionais capacitados ou de pessoas habilidosas. No Brasil, a fuga de cérebros é uma realidade que, devido a crise econômica e ao pouco interesse governamental em investir em pesquisa e desenvolvimento, não pode ser amenizada.
Primeiramente, é válido evidenciar que as oscilações econômicas brasileiras influenciam, dentre outas coisas, nos campos de pesquisa e desenvolvimento. Isso ocorre, pois os investimentos públicos dependem do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Nessa linha de raciocínio, a crise enfrentada pela nacionalidade em questão desde 2008 e agravada em 2020, como destacado pelo Ministério da Economia, diminui o capital possível de ser disponibilizado para essa área. O motivo supracitado estimula os pesquisadores a buscarem localidades com melhores condições para desenvolver seus projetos.
Outrossim, as crises ao longo da história mostraram vantagens em investir em pesquisa e desenvolvimento para recuperação financeira e melhora na qualidade de vida da população. Exemplificando tal afirmativa, a Alemanha se recuperou depois da primeira Guerra Mundial em aproximadamente 20 anos, apesar de ter sido obrigada a arcar com todos os custos do conflito pelo tratado de Veneza, por ter utilizado grande porcentagem de seu capital em projetos científicos e educação. O governo brasileiro, em contrapartida a nações que, como a anteriormente listada, se restabeleceram, vem reduzindo a aplicação nas áreas em questão. Isso mostra um ignorante redirecionamento de verbas pautado em amenizar os problemas a curto prazo sem realmente soluciona-los. Desse modo, os pesquisadores brasilienses acham melhores ofertas de emprego e condições de vida no exterior e tendem a emigrar.
Portanto, é necessária uma parceria entre a mídia informativa e Organizações não Governamentais para desenvolver e disseminar uma campanha que vise aumentar o combate a fuga de cérebros no Brasil. Isso só será possível por meio de comerciais e palestras com economistas voluntários que visem como ver o público sobre os impactos do problema em questão, tal qual o estimule a cobrar do Estado uma reorganização nos investimentos para aumentar a porcentagem direcionada a pesquisa e desenvolvimento.Assim,a qualidade de vida da nacionalidade vai melhorar ao mesmo tempo que a crise monetária vai sendo sanada.