Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 07/06/2020
Na obra ‘‘Utopia’’,do escritor Thomas More, é representada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto,o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que - no Brasil - a falta de investimento público na área científica ocasiona a falta de interesse dos pesquisadores em trabalhar no país. Logo, esse fato justifica a fuga de cérebros no Brasil.
A princípio, a não colaboração do estado com os financiamentos na área de pesquisa é um problema, pois o pesquisador acaba não possuindo recursos necessários para produzir o seu trabalho. Nessa perspectiva, segundo o filósofo Michel Foucault,o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Sob essa óptica, constata-se que o discurso hegemônico introduzido, na modernidade, moldou o comportamento do cidadão a acreditar que não se deve pesquisar,inovar ou estudar, assim o senso crítico da população diminui, gerando menos críticas e reflexões o que é favorável ao estado. E isso tudo implica no trabalho do pesquisador, pois sua função também é informar a população de certo assunto específico.
Consequentemente, com o cientista nesse cenário, a sua falta de interesse em trabalhar no seu país só diminui, tendo em vista que no exterior a valorização de sua profissão é maior. Por consequência disso, gerações talentosas de pesquisadores são desperdiçadas no Brasil, em busca de melhores oportunidades. Nesse sentido, a exemplificação disso é o doutor microbiólogo brasileiro chamado Bruno Martorelli, o qual fez uma entrevista para o site gazeta do povo, explicando os vários porquês abandonou o Brasil para trabalhar como pesquisador nos Estados Unidos, pois ele percebeu que aqui corria o sério risco de ficar sem trabalho.
Portanto, percebe-se a importância do debate sobre os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Logo, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em bolsas científicas mais justas, nas quais cobrirão um aumento de 180% maior do salário atual e em melhorias na estrutura dos centros de pesquisas, a fim da valorização da tão importante profissão que é o cientista. Sendo assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.