Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 09/06/2020

A guerra fria que se iniciou após a Segunda Guerra Mundial foi um embate ideológico entre as duas grandes potências da época, Estados Unidos (EUA) e União Soviética (URSS), este conflito foi caracterizado pela tentativa de supremacia de ambas as potências, o que resultou em um elevado crescimento científico e tecnológico. Logo, a bipolaridade do mundo pós segunda guerra gerou uma elevada fuga de cérebros para as regiões mais desenvolvidas, como por exemplo o vale do silício no EUA, a fim de promover ainda mais o desenvolvimento técnico. Outrossim, o Brasil está passando por uma elevada fuga de cérebros devido à falta de incentivos as pesquisas, logo, o país passa por desafios para combater a evasão de pesquisadores.

Em primeira análise, de acordo com o filósofo Kant, o homem é o que a educação faz dele, sendo assim, a produção científica é de suma importância para o crescimento intelectual, e consequentemente para a formação do cidadão. Logo, a fuga de cérebros do Brasil gera um expressivo impacto na educação do país, o que acaba por gerar uma população menos atualizada e desenvolvida, e consequente acaba por ter uma mão de obra menos qualificada, o que permite a retirada de grandes empresas do país. Por conseguinte, a saída das multinacionais no país acaba fazendo com que o governo não invista no conhecimento científico, acentuando ainda mais o déficit brasileiro de pesquisadores.

Nesta perspectiva, nos últimos sete anos a fuga de cérebros do Brasil para os EUA aumentou em aproximadamente 160%, esse número revela que o americanos apresentam um maior investimento nos estudos científicos e tecnológicos, devido aos seus grandes polos industriais que exigem uma mão de obra qualificada. O mesmo não ocorre no território brasileiro, de acordo com a BBC News o país não impõe grandes oportunidades de crescimento para a ciência, permitindo assim a evasão de cérebros do território. Dessarte, a falta de investimos do governo em pesquisas, universidades e desenvolvimento de novas tecnologias acaba gerando a diáspora de cérebros, que buscam melhores qualidades e oportunidades para o desenvolvimento, o que acaba por gerar um Brasil com pouca especialização, que consequentemente afugenta a inserção de empresas de ponta no país.

Em suma, mostra-se necessário que medidas sejam tomadas pasta que os problemas já apresentados sejam enfrentados. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação criar leis que garantam o investimento estatal nas pesquisas, para que a fuga de cérebros do território brasileiro caia gradativamente, a fim de promover a permanência de grandes pesquisadores no país, e consequentemente o investimento externo no país.