Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/06/2020
Em 2017, cerca de 21.236 profissionais brasileiros saíram definitivamente do Brasil em direção ao Estados Unidos por falta de oportunidade, esse é o processo de fuga de cérebros. Este problema de fuga de cérebros persiste no Brasil devido à falta de investimentos no ramo da ciência e a dificuldade de “empregabilidade” de profissionais qualificados.
Primeiramente, é necessário entender que para ocorrer avanço na ciência é imprescindível o investimento em pesquisas científicas. Entretanto, no Brasil, os investimentos têm sido cortados devido à realidade econômica desfavorável, afetando o desenvolvimento científico e tecnológico de projetos científicos já que a falta de verba faz com que não possuam os materiais adequados, ambiente de trabalho com qualidade, entre outros. Assim, os jovens pesquisadores desestimulados começam a emigrar para países onde a ciência e tecnologia são valorizadas.
Além disso, grande parte dos profissionais brasileiros de qualidade possuem dificuldade em conseguir empregos ao seu nível. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, 25% dos brasileiros com doutorado e 35% dos que têm mestrado, estão desempregados, geralmente os empregadores acreditam que são profissionais “caros” e optam por não contratá-los. Contudo, recebem ótimas propostas de trabalho no exterior e se sentem mais valorizados.
Portanto, na tentativa de combater à fuga de cérebros no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve investir em ciência e tecnologia, valorizando o trabalho de pesquisadores científicos, através de verbas que auxiliem o avanço das pesquisas. Além de que empresas brasileiras devem oferecer mais oportunidade de emprego aos profissionais qualificados, a fim de que não ocorra diáspora de grandes talentos, não afete o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil e não comprometa a qualidade de vida das gerações futuras.