Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 09/08/2020

O advento da globalização trouxe muitos benefícios, como a facilitação do transporte, sobretudo entre diferentes países. Por conta disso, também oportuniza a migração de cientistas rumo aos países desenvolvidos. Essa situação, nomeada como “fuga de cérebros” acontece por diversos fatores, como a inferiorização da carreira acadêmica e o desprezo pela educação nas nações em desenvolvimento, e causa uma lacuna ainda maior nas pátrias de origem. Logo, Então, vê-se necessário analisar as problemáticas que ocasionam esse acontecimento e seus efeitos.

Em 2019, a CAPES, uma das maiores bolsas de apoio ao ensino superior, anunciou um corte enorme nos benefícios distribuídos. Esse é um dos fatores que demonstra o constante sucateamento das instituições e dos profissionais acadêmicos. Além disso, a parcela da população que consegue se qualificar, apesar das diversidades, não é absorvida no mercado. A economia brasileiro não produz oportunidades tão atrativas para mão de obra especializada, o que resulta numa migração de profissionais capacitados rumo a países desenvolvidos.

Uma das maiores consequências dessa evasão de pessoas é a permanência do Brasil em sua posição atual da DIT. Sem investimento na pesquisa e em qualificação, ele reforça seu papel como exportador das chamadas “commodities”. Então, isso acarreta em um gasto monetário maior na importação de tecnologia de ponta e intensifica a relação de dependência com os países desenvolvidos.

Logo, vê-se a importância de investir em pesquisa e educação a fim de produzir tecnologia e conhecimento. É preciso que o Ministério da Educação, responsável pelos centros acadêmicos do país, incentive os discentes e docentes a ficar e produzir no Brasil, por meio da criação de novas bolsas e manutenção das antigas. Isso deve ser feito com a finalidade de provocar a formação de mão de obra especializada para produzir tecnologia de ponta, que aumentará a independência econômica brasileira.