Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
Entre as diversas crises brasileiras enfrentadas nos últimos anos, a fuga de profissionais capacitados ao exterior é um assunto que merece destaque, e um consequente estancamento. Falta de equipamentos, de incentivos financeiros aos cientistas e reconhecimento; são pontos reversíveis que motivam pesquisadores a comprar passagens só de ida para continuar suas pesquisar em ambientes mais qualificados. E referente a essa hemorragia científica, o alicerce de cumprimento Constitucional e a amenização de desigualdades globais são pontos essenciais ao debate de “fuga” de cérebro.
Em primeiro instante, a capital da perda profissional de brasileiros é o escasso investimento e incentivo governamental. Situação essa que fere os direitos do cidadão - previsto no artigo 18 da Constituição - em participar e promover ciência, tecnologia e inovação em seu país. É prioridade do Governo Federal, alocar verbas às pesquisas e capacitações científicas; que explorem aptidões e desafiem os pequenos cientistas a prosperarem no seu país natal, onde terão concedido algum retorno a quem inicialmente forneceu a oportunidade.
Por conseguinte, a amenização da saída dos cientistas proporcionará um combate também as desigualdades históricas/sociais. Países desenvolvidos são os patrocinadores das ideias, o que trará benefícios primários e reconhecimento para seu país, apesar de os estudos serem viabilizados por estrangeiros. Segundo dados da InfoEscola, grande parte das pesquisas são concebidas por árabes, europeus ou indianos, mas a credibilidade e lucro continuam nas mãos das grandes potências. Causando um ciclo vicioso de efetivação de poder. Brasil é um país emergente, que com boas oportunidades, poderá converter pesquisas em lucro e independência.
Diante disso, é de fundamental importância que o Governo em consonância com a mídia atuem frente a problemática. O governo, com seu poder de engajamento, deve atuar, seguindo a Constituição. Cumprir com o incentivo e investimento financeiro à ciência e tecnologia, com o intuito de propiciar um ambiente mais favoráveis aos estudos. Trocando informações com o exterior, e não comprando-as. A mídia, principal fonte de informação, deve atuar na propagação da imagem do cientista. Inspirando assim outras pessoas e fazendo outras a respeitarem mais como fundo de investimento e reconhecimento. Para que assim, seja possível uma sociedade fiel à Constituição e mais grata aos principais produtores de um país.