Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 10/06/2020

Os países dos Tigres Asiáticos investiram, significativamente, em ciência nos séculos XIX e XX. Por conseguinte, eles têm as maiores empresas de tecnologia do mundo, como a Samsung na Coreia do Sul. No Brasil, entretanto, a fuga de cérebros figura como grave entrave ao avanço do país, corroborada não só pela problemática histórica educação bancária, mas também pela negligência estatal.

Sob primeira análise, cabe analisar o precário sistema escolar nacional. Nesse viés, segundo o filósofo e pedagogo Paulo Freire, a educação brasileira é historicamente bancária, ou seja, o conhecimento é passado do professor para o aluno sem reflexão ou permissão de inovação. Dessa forma, desde cedo, a criatividade do educando não é explorada nacionalmente, o que colabora, consideravelmente, para a perduração da diáspora de cérebros atual.

Ademais, é imperioso ressaltar a incompetência estatal como agravante nessa temática. Nesse prisma, apesar de o filósofo Comte apontar a ciência como o meio de progresso da sociedade, o país verde e amarelo, diferentemente dos Tigres Asiáticos, insiste na falta de investimentos nessa área, além de contingenciamentos educacionais, como o ocorrido em 2019 nas instituições federais. Dessa forma, é notório que essa negligência estatal com o campo científico implica a fuga dessas pessoas qualificadas para além das fronteiras nacionais.

Diante disso, torna-se imprescindível elucidar esse impasse para permitir o progresso do país. Portanto, com vistas a diminuir a emigração da mão de obra qualificada do Brasil, o Estado deve priorizar os investimentos na área tecnológica e de pesquisa, a exemplo de definir que 10% do PIB  (Produto Interno Bruto) nacional seja destinado a esse campo. Isso se dará por meio da contratação de economistas e especialistas na área. Logo, espera-se que a pátria tupiniquim, assim como os Tigres Asiáticos, avance no espaço científico internacional.