Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

É notável que países que investem em educação avançaram em termos de estabilidade política e crescimento econômico e alcançaram importantes conquistas sociais. No Brasil, infelizmente, vemos o contrário, resultando na chamada: fuga de cérebros.

A fuga de cérebros é um termo utilizado para mencionar a emigração de grandes mentes do seu país de origem. Um exemplo é o da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que, recentemente, deixou o país pelos motivos de falta de incentivo e de investimento na ciência e pesquisas brasileiras. Isso pode acontecer por vários motivos, mas no Brasil há um específico que causa um incômodo nos cientistas veteranos no quesito sobre o futuro do país, esse motivo é o que levou a pesquisadora Suzana ir para fora.

A falta de liderança causa isso, no nosso caso, podemos notar que as crises afetaram o desenvolvimento nas pesquisas, pois os gastos que seriam usados para fins científicos foram desviados para fins políticos. No gráfico da saída de brasileiros em fuga (disponível no blog de Fernando Nogueira Costa “Cidadania e Cultura”), a partir de 2011 começaram as fugas brasileiras para outros países, sendo esse o ano que cresceram as crises políticas e financeiras no país. Há a falta de pagamento aos pesquisadores e cientistas, muitas vezes os líderes dos projetos tiram dinheiro do próprio bolso ao invés da organização bancar os custos, isso desmotiva os envolvidos e os leva a pensar que não vale a pena gastar com isso.

Esses cientistas vão para países que valorizam seu conhecimento, como os Estados Unidos, que é cheio de imigrantes matriculados em suas universidades.

Me levo a pensar que essas organizações devem abraçar seu país e investir para seu próprio crescimento intelectual, tanto como os líderes políticos. Por isso deve-se ensinar desde cedo as crianças para que elas possam consertar os erros dos nossos antepassados, infelizmente, é um peso enorme a ser carregado.