Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
“Nos Estados Unidos, o cientista é muito valorizado e respeitado, o que em geral não acontece no Brasil. Quando estava fazendo meu doutorado no Brasil, tive que ouvir muito a frase ‘você só estuda, não trabalha’ “, diz o cientista Bruno Martorelli em uma entrevista da Gazeta do Povo sobre a atual situação da fuga de cérebros no país. O Brasil, país emergente, passa por dificuldades ao combater essa migração em massa de profissionais para outros países em busca de melhores condições de trabalhos. Os problemas como a falta de financiamento e o pequeno investimento em pesquisas, fazem da fuga de cérebros um evento mais frequente.
Um dos maiores obstáculos é a falta de incentivo monetário, principalmente para as pesquisas. Com 3,2 bilhões, as pesquisas e os programas são interrompidas, acelerando o fenômeno da fuga de cérebros. Além de deixar preocupada a comunidade científica brasileira, isso tem repercutido de maneira negativa no ambiente internacional, pois afetará o futuro do país, obtendo uma pequena parcela de profissionais em determinadas áreas. Para reverter essa situação, Carlos Kiffer, pesquisador Epidemiologia de Resistência Bacteriana, diz que a pesquisa ao longo prazo seria a solução. “Isto significa que esta política deveria começar fomentando a educação científica na base e seguindo até o topo das instituições acadêmicas e das empresas, com estímulos e apoios duradouros à inovação e à ciência”. relatou no site Labnetwork.
Além disso, para se fazer uma pesquisa no Brasil muitas complicações serão encontradas. Tendo uma das maiores taxas de juros no planeta, qualquer financiamento para realizar um estudo em ciência e tecnologia encarece a pesquisa, tendo em consideração que não são todos os estudantes e cientistas que possuem recursos para bancar essas atividades. Com tudo, a saída para esse contexto seria um maior incentivo financial por parte do governo, já que o futuro do Brasil depende dos novos profissionais que para completar suas classificações, estudos e exames são necessários.
Logo, pode-se concluir que o Brasil sofre com várias complicações na realização de pesquisas e no ambiente científico. Juros altos, falta de investimento financeiro por parte das instituições como as universidades, e o governo, dificultam a execução de exames que são tão necessárias como qualquer outra atividade para a qualificação de um profissional. Com a transformação desse cenário, o Brasil não sofrerá mais com a fuga de cérebros, já que trabalhar nessa área não será tão árduo e custoso como antes. Assim, cada vez mais o Brasil se torna um país de desenvolvido e completo.