Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Na série Elite, a personagem Nádia, sai do seu país de origem para estudar em uma instituição de ensino superior em Londres. Assim, de forma similar à da jovem, diversos estudantes emigram do país para estudar ou trabalhar em outros, visto que esses possuem um índice de desenvolvimento elevado. Desse modo, os desafios no combate à fuga de cérebro no Brasil são fundamentados na falta de investimento do governo e na insuficiente infraestrutura do país.

Indubitavelmente, sabe-se que o Brasil, por ser um país emergente, não possui alto desenvolvimento tecnológico, e que, também, seus investimentos federais em ciência vêm diminuindo desmedidamente nos últimos anos. Dessa maneira, os profissionais que não recebem esse apoio, geralmente, preferem buscar outros países com melhores condições a ter que subsidiar seus estudos com o próprio dinheiro, já que esses necessitam de alto investimento de capital.

Ademais, a falta de recursos para materiais necessários e de um ambiente adequado e vantajoso não permite um progresso no desenvolvimento tecnológico brasileiro. Dessa forma, os profissionais insatisfeitos com o descaso governamental, procuram melhores oportunidades país a fora, uma vez que esses estão, constantemente, em busca de evoluções. Segundo Aristóteles, a inteligência humana é a única forma de alcançar a verdade, assim sendo, pode-se afirmar que países desenvolvidos, vislumbrando a captação de talentos, facilitam a entrada e a residência de estrangeiros que são qualificados em suas áreas de atuação profissional, sendo algo atrativo, que colabora com a fuga de cérebros brasileiros, por exemplo.

Tendo em vista os argumentos acima citados, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) junto com o Governo Federal, proporcionem maiores investimentos e assistências, por meio da melhora na infraestrutura, como a implantação de ambientes adequados e novos materiais de estudos a fim de assegurar a competitividade e promover o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do país, objetivando a saída de menos jovens como a Nádia, para que o Brasil utilize a inteligência desses como meio para atingir seu desenvolvimento.