Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/06/2020

Derivado do termo inglês “brain drain”, fuga de cérebros denomina a migração de jovens e adultos com potencial de pesquisa e desenvolvimento nacional para o exterior, em geral, pela falta de oportunidades e investimentos que possuem em solo brasileiro, analisando tal fato, é inegável que deve haver políticas e incentivos para a permanência desses promissores trabalhadores no Brasil.

É indiscutível que uma das principais razões para essa fuga deriva da falta de verbas e incentivos federias sobre as instituições de pesquisa, o que vem como consequência da falta de recursos financeiros do governo, contudo, mesmo que haja uma limitação desses capitais há uma necessidade de investir uma parcela anual nesse campo, visto que os resultados podem não ser imediatos, mas virão futuramente duplicando a receita investida e acarretando não somente na diminuição da fuga de cérebros, mas até mesmo atraindo pesquisadores e indústrias a fixarem-se no país.

Entretanto, como combater as ofertas do mercado mundial, sobretudo a de países desenvolvidos, o chamado países de “primeiro mundo”, que possuem tradição na base de pesquisas e desenvolvimento em diversas áreas? A resposta vem a partir de patrocínio de empresas privadas em laboratórios e campos de pesquisa, obtendo, em troca, isenção de impostos em algumas áreas, essa técnica já foi empregada em diversas regiões pelo mundo e acarretou progresso e desenvolvimento delas, como por exemplo, o campo do Vale do Silício, nos Estados Unidos, um dos polos tecnológicos mais prestigiados no mundo, assim, utilizar dessa estratégia pode trazer resultados futuros e garantir a supressão das necessidades financeiras que necessitam esses “cérebros”, incentivando sua permanência na pátria.   Observando o excerto apresentado, conclui-se que há a urgência da ação do MCTIC, Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, através de incentivos fiscais sobre empresas para que essas patrocinem e consequentemente impulsionem a ficada desses jovens adultos promissores, tendo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico atuando conjuntamente para colaborar nos campos referentes a pesquisas e desenvolvimento nacional para que dessa forma a fuga de cérebros no Brasil contemporâneo possa vir a ser combatida.