Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/06/2020
O Brasil é dotado de tecnopolos que são referência no mundo todo, como: USP, Unicamp e UFSCar. Entretanto, segundo a fonte de notícias BBC Brasil, recém formados tem deixado o país, mudando para o exterior em busca de melhores oportunidades na carreira, gerando o fenômeno fuga de cérebros. Esse cenário colabora para um retrocesso no país, haja vista que a perda de mentes brilhantes contribui para um retrocesso da pátria. Tendo em vista a importância da problemática, é necessária a análise de suas causas.
Em primeiro plano, vale ressaltar que essa fuga é resultado da escassa verba destinada a bolsas de estudo científico. Como relatado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que entre os anos de 2016 a 2019 houve um enorme decréscimo dos valores disponibilizados pelo governo ao pagamento de bolsas científicas, cerca de 365 milhões de reais a menos, e nesse cenário caótico muitas pesquisas foram estagnadas, e seus cientistas ficaram desemparados. Fato esse que acaba contribuindo, ainda mais, para a imigração desses pesquisadores. Além disso, os melhores incentivos trazidos por outros países também contribuem para o processo. Nessa perspectiva, percebe-se que nações desenvolvidas, com o maior capital, garantia de remuneração e emprego fixo aos imigrantes, acabam por “roubar” nossos cérebros. O que se comprova, por exemplo, com o aumento, quase triplo, de profissionais qualificados imigrando para os Estados Unidos entre os anos de 2011 e 2017, mostrado pelo gráfico de Fernando Nogueira da Costa, titular do instituto de economia da Unicamp.
Em suma, fica claro que a estrutura brasileira não é favorável para evitar a fuga de cérebros. Logo, para resolver a problemática, fica a dever do Governo Federal estipular maiores verbas, através de novas leis, para pesquisas científicas e desenvolvimento tecnológico, dando também oportunidades trabalho, aos pesquisadores, com a criação novos tecnopolos para que eles tenham, no Brasil, seu próprio país, as oportunidades de emprego. Dessa forma, o Governo evitará a perda dessas mentes brilhantes, que talvez até consigam, futuramente, desenvolver uma tecnologia exclusiva brasileira, e alavancar nossa economia.