Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 15/06/2020

Em Elite, uma série adolescente, uma personagem sai de seu país em busca de um ensino superior melhor. Semelhante a ela, vários estudantes brasileiros emigram de seu país natal, para praticar seus cargos em outros países, que consequentemente, possuem um alto índice de desenvolvimento. O majoritário grupo de intelectuais brasileiros sofre com a  falta de investimento do governo em suas funções. Decorrente dessa ação, o Brasil não possuirá a capacidade de se autodesenvolver.

Certamente, há falta de recursos para obter, materiais necessários, um ambiente propício, e auxiliares para a possível desenvoltura, principalmente, de novas descobertas na área da saúde. Visto que essas pesquisas são de importância coletiva, o governo é responsável por proporcionar condições de vida melhores na ciência, porém o governo foi contraditório no corte de verbas de faculdades federais, em 2019. Os estudantes precisam de ajuda financeira para pesquisas e outros estudos, mas, segundo a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, todo o establishment (sociedade) científico do Brasil está dominado por uma visão anacrônica que desestimula inovação, desperdiça recursos e não dá esperança a uma geração talentosa de pesquisadores que está deixando o país em massa, em busca de oportunidades melhores.

Segundo a visão de Aristóteles, a inteligência humana é a única forma de se alcançar a verdade. Desse modo, os países que obtiverem nossos talentos nacionais, possuem de forma rápida todos os benefícios propostos pela inteligência humana, incluindo a verdade. Consequentemente o Brasil utilizaria uma grande porcentagem de riqueza, para usufruir dos benefícios que os países desenvolvidos mercantilizam.

Sem dúvida, o establishment precisa erradicar o impasse, a partir do investimento e implantação de materiais novos, da retribuição a esses pesquisadores e estudantes, e a vigília para garantir que o ambiente estivesse em qualidades adequadas a uso. O Ministério da Educação junto ao da Ciência e Tecnologia e governadores dos estados, investiria uma fração do seu salário proveniente de impostos, para verbas a esses institutos. Ademais, a conscientização da população sobre a ciência, e a importância de indivíduos que compartilham seu conhecimento, através de publicidades. Enfim, com tais medidas, os jovens que emigram de seus países, se sentiriam satisfeitos, tanto que a saída da inteligência humana por motivos sórdidos, se extinguiria.