Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 15/06/2020

No Brasil, grande parte da população, principalmente os órgãos federais gestores, tendem a desvalorizar a importância do financiamento de  cientistas. Infelizmente, por causa da falta de investimentos, o trabalho dos pesquisadores é limitado, resultando no problema da  fuga de cérebros do Brasil, o que dificulta o desenvolvimento tecnológico e apresenta ser um retrocesso social e econômico dos brasileiros.

A princípio, é importante ressaltar que a desvalorização acontece, principalmente, devido o país ser essencialmente agrário, isto é, a economia gira em torno da venda de commodities, sendo assim, o desenvolvimento tecnológico fica erroneamente em segundo plano. As pesquisas, realizadas em universidades públicas, por exemplo, servem como moeda de troca de política pública, dependendo do candidato eleito os investimentos diminuem, tornando a profissão dos pesquisadores brasileiros instável e arriscada. Uma vez que outros países oferecem uma melhor condição para o trabalho, estes profissionais migram, colaborando, deste modo, para o desenvolvimento de outras nações, invés da própria pátria.

Outro fator que contribui para a desvalorização é a realidade econômica desfavorável. Equivocadamente, em vez de aumentar os investimentos em Ciência e Tecnologia, como instrumento para superar a crise, os financiamentos têm sido cortados, quando a melhor estratégia seria investir no desenvolvimento dessas áreas para exportar produtos com maior valor agregado. A contribuição da ciência para o país é inquestionável. Na proporção que possibilita avanços no campo da saúde, do ambiente, da alimentação, da tecnologia e muitos outros, é contribuinte para a  melhor  qualidade de vida das pessoas e enriquece a população intelectual e culturalmente, além de promover o progresso do país.

Portanto, para a calamidade da fuga de cérebros não comprometer as gerações futuras, é necessário que o Estado ofereça, urgentemente, maior financiamento e estabilidade para os pesquisadores no Brasil, através da criação de uma indústria nacional de equipamentos de suporte à ciência, por exemplo, com a finalidade de resgatar o desenvolvimento  cientifico e tecnológico do Brasil e deste  modo combater a fuga de cérebros.