Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 16/06/2020

A fuga de cérebros no Brasil é bem comum quando jovens pesquisadores resolvem deixar seu país à procura de lugares melhores e ambientes adequados para continuarem sua pesquisa ou seu estudo, e o número de fugas tende a aumentar ainda mais. Aqueles mais especializados em suas áreas, são assim, atraídos por trabalhos no estrangeiro, tendo a oportunidade de desenvolver pesquisas, tecnologias para o país que o contratou, além de ter melhor benefício e reconhecimento.

Isso ocorre muita das vezes pela falta de incentivo ao desenvolvimento tecnológico e científico nacional, ou seja, o Brasil que sempre foi eficiente na produção agrícola devido ao solos favoráveis e ao clima abundante, o desenvolvimento científico de novas tecnologias nacionais nunca foi prioridade, e isso decorre até os dias atuais.

Pode-se citar como exemplo o caso da professora Suzana Herculano-Houzel, que anunciou que partiria para os Estados Unidos em busca de melhores oportunidades e esse caso ganhou forte repercussão na internet; Suzana é uma pesquisadora mundialmente respeitada, trabalha com Neurociência, e está migrando da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a Vanderbilt University, em Nashville, Tennessee.

A saída de indivíduos com alto nível educacional para outras nações é ruim para o país que perde  essas pessoas, pois a saída dessa gente pode agravar ainda mais um problema que também é comum no Brasil, no caso a economia brasileira e a mão de obra qualificada. Uma pergunta que é muito feita entre os discursadores desse assunto é que, na maioria dos lugares já há relativamente poucos profissionais bem qualificados, e se, dentre esses profissionais, os melhores passam a escolher o exterior? Refletindo sobre essa pergunta, chegamos à conclusão de que algo deve ser feito em relação à essa situação.

Logo, o que pode ser feito para reduzir a fuga de cérebros no Brasil é, por meio das redes sociais ou do governo, incentivar os pesquisadores brasileiros à não migrar para outros países, destacar esses mesmos pesquisadores e estimular o desenvolvimento de novas tecnologias nacionais.