Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 16/06/2020

A quantidade de profissionais brasileiros que saem do país para trabalhar no exterior aumenta a cada ano que se passa. Isso é devido ao baixo investimento na área científica, que causará um grande atraso no desenvolvimento brasileiro, tanto econômico quanto cultural.

Para começar, pode-se justificar esse êxito com a desvalorização dos cientistas por parte do governo. Com cortes no orçamento científico cada vez mais comuns, esses profissionais não são capazes de manter seus laboratórios abertos, e muitas vezes recorrem ao dinheiro do próprio bolso. Pode-se dar como exemplo a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que em uma entrevista com a revista Gazeta do Povo, revelou que para poder financiar suas pesquisas, ela teve que realizar iniciativas de financiamento coletivo, retirando dinheiro do próprio bolso.

Além disso, há pouca infraestrutura na área científica, o que diminui a produtividade dos pesquisadores e gera frustração. Exemplos disso seriam a falta de fornecedores nacionais dos equipamentos científicos, o que incentiva a importação dos mesmos. Esses equipamentos e produtos importados podem demorar semanas ou até meses para chegar, algo que pode arruinar as pesquisas, pois alguns produtos, com bactérias e solventes, podem morrer e estragar nesse período de tempo. Isso não é um problema nos países desenvolvidos.

Portanto, uma mudança é necessitada urgentemente. Os ministérios da educação e de pesquisa e tecnologia, junto com os governadores de estado, devem aumentar os orçamentos da área científica, além de investir em projetos de pesquisas e na produção de equipamentos, o que melhoraria o ambiente de trabalho e diminuiria a taxa de desemprego dos pesquisadores, com finalidade de resolver esse grande problema que é a fuga dos cérebros.