Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Bruno Marorelli Di Genova, Dayson Friaça Moreira, André Luiz Sica de Campos, todos eles cientistas com um grande potencial, que decidiram continuar seus estudos em outros países devido à falta de oportunidade, a indiferença do governo em relação às descobertas científicas e o crescente corte de verbas.
Dados levantados pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação apontam que 25% dos brasileiros que têm doutorado e 35% dos brasileiros que têm mestrado estão desempregados. Muitos estudantes talentosos e promissores, que estão cientes da situação, acabam preferindo realizar seus projetos em lugares mais desenvolvidos (como os Estados Unidos da América, por exemplo). Essa diáspora é motivo de preocupação, afinal, comprometerá o desenvolvimento e o futuro do Brasil.
A realidade econômica do Brasil é extremamente desfavorável, pois equivocadamente, em vez de investir na Ciência e na Tecnologia, como um meio para superação da crise em que se encontra o país, os investimentos têm sido cortados. Diversas universidades e centros de pesquisas tentaram continuar trabalhando em seus projetos, no entanto, alguns pesquisadores tiveram que tirar de seu próprio bolso para sustentar tais projetos e, mesmo assim, muitos foram interrompidos.
Para que o fluxo de cérebros seja interrompido é necessário que as verbas das universidades, centros de pesquisa e laboratórios sejam imediatamente restauradas. Os governantes brasileiros não estão a altura de superar as crises vividas pelo país, seria necessário incentivar a participação política de pessoas ligadas ao ramo cientifico.