Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 16/06/2020
A falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil remete questões histórico-culturais. Ou seja, como o país sempre foi muito eficiente na produção agropastoril devido ao clima e solo favoráveis, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente durante o Brasil Colonial nunca foi prioridade como era na Europa. Tal ócio cientifico perdura até os dias de hoje, porém agora devido à problemas de políticas públicas.
Com a posição geográfica favorável do Brasil, o setor primário sempre foi algo economicamente vantajoso. Assim, os principais investimentos recaem na produção agrária, deixando as outras áreas “esquecidas”. Logo, após décadas de investimentos, “o Brasil é primeiro mundo em tecnologia agrícola”, segundo o diretor do curso de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Prof. Dr. Izaias de Carvalho Borges, mas fica para trás em outros aspectos.
A disponibilidade financeira para o desenvolvimento tecnológico em outras áreas sempre foi debilitada. Diante da crise atual, esse quadro se intensifica. Como um encadeamento de consequências disso, cientistas preferem a busca pelo sucesso internacional,do que ficar sofrendo aqui no Brasil com verbas muito limitadas e assim tendo que usar dinheiro do seu próprio bolso
para que os cientistas não fujam para outros países é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações forneça melhores condições para pesquisadores brasileiros, ampliando e equipando seus laboratórios. Cabe também ao Ministério da Educação que incentive alunos a ingressarem no ramo científico fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para o aluno e professor que crie bons projetos.