Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o microbiólogo brasileiro Bruno Martorelli Di Genova se mudou há 4 anos para Madison, nos Estados Unidos. Bruno afirma que no Brasil não há emprego o suficiente, cerca de 25% dos brasileiros tem doutorado, e 35% dos que têm mestrado estão desempregados. A pesquisa foi levantada em 2014 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Um dos motivos de tanto desemprego é a falta de espaço. Cerca de 56% dos brasileiros atualmente desistem do emprego até um ano e meio. A maioria dos brasileiros sonham em ser médicos e com isso, acaba não sobrando espaço para os estudantes, que se formam e precisam trabalhar nas periferias, onde não há um bom salário e nem equipamentos adequados.
No Brasil, há também a saída de cientistas que afirmam que eles desperdiçam recursos e que não há laboratórios equipados e que tenham verbas para fazerem pesquisas. No entanto, nos Estados Unidos os laboratórios são bem equipados e a indústria farmacêutica desenvolve uma variedade de itens farmacêuticos e cosméticos que faz com que os jovens brasileiros tenham uma maior oportunidade de trabalho e com um salário mais digno.
Para que esses profissionais fiquem no Brasil seria necessário uma maior motivação. Tendo um maior interesse do governo em passar verbas para a infraestrutura de laboratórios de pesquisa e o aproveitamento de redes publicas e privadas. O Brasil tem muitos recursos e boas faculdades o que falta é a organização e a distribuição de profissionais.