Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Mozart. Einstein. Shakespeare. Da Vinci. Tesla. Todos gigantes, em seus trabalhos, obras, vidas. E se o Brasil, estivesse perdendo suas talentosas mentes? Não é, uma novidade que habilidades são algo em abundância, na cultura brasileira. Jobim. Vital. Niemayer. Assis. Amaral.  Um movimento passa despercebido sobre o atual cenário intelectual. As novas gerações recorrem aos atrativos vindos de fora do país. O dilema aqui presente, é falta dos incentivos corretos, juntado a políticas de austeridade ineficientes.

Ademais, o Estado deficitário, cuja sua proposta é aquela que congela o orçamento aplicado na educação, comete tremendo equívoco. Inegavelmente, Theodore Shultz, acertou ao afirmar em seus estudos que países desenvolvidos são aqueles que investem em ‘capital humano’, ao comparar a produtividade de países desenvolvidos com economias subdesenvolvidas. Não haverá, melhor motivo do que investir em pesquisa, já que, esta cria tecnologia, melhora a fabricação, transforma serviços.

Outrossim, Paulo Freire, um dos educadores brasileiros mais influentes, declarava:“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. Porém, o contexto das universidades ou outras instituições públicas, essas nas quais realizam a maior parte da pesquisa no Brasil, estão sem verbas. Segundo relatórios do Ministério da Ciência, de 2013 até 2019, houve um corte de gastos de cerca de 7 bilhões de reais. Tal desembolso representa, uma problemática, tornando a chamada “fuga de cérebros”, uma realidade plausível. Pois, as entidades internacionais, optam por essas pesquisas estagnadas elaborando cooperações acadêmicas desejáveis.

Em suma, seria necessário a formação de coligações com investimentos eficientes, na educação superior. Por exemplo, basta ao Estado incentivar a iniciativa privada, envolver-se com o ambiente universitário, sendo vantajoso para ambos. Um produz conhecimento, outro trás benefícios econômicos. Riquezas geradas que fomentam o desenvolvimento nacional. Para um dia, talvez, alcançarmos um sistema educacional detentor de maior influência na formação científica do mundo.