Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 18/06/2020

A diáspora é o fenômeno que ocorre com determinado povo originário de um mesmo lugar que é, normalmente, obrigado a deslocar-se para várias áreas de acolhimento distintas. Tal fenômeno ocorreu com o povo hebreu e está tornando-se comum a pesquisadores e cientistas brasileiros. Logo, o desafio do combate à fuga desses cérebros na atual sociedade deve-se a falta de investimentos monetário e tecnológico nas universidades do país.

Cabe destacar, em primeiro plano, que mais de 50% dos jovens brasileiros dependem do ensino superior público. Com o ENEM, indivíduos de todas as classes sociais possuem a oportunidade de cursar a graduação em uma universidade pública. Porém, em maio de 2019 o Ministério da Educação anunciou um corte de 30% das verbas para universidades, que, segundo o ministro Abraham Weintraub, estavam com dinheiro de sobra. Acontecimentos como este motivam o êxodo em massa de pesquisadores que, em 2017, segundo a UNICAMP, quase 21 mil pesquisadores deixaram o país em busca de melhores oportunidades.

Ainda, nota-se que o Brasil é um grande importador de tecnologia estrangeira. Este fato é agravou-se em 2020, pois teve-se início a pandemia de Covid-19 e o país, apesar de ter sido o primeiro a sequenciar o genoma do vírus, não está progredindo nas pesquisas. Isso contribui para o aumento da diáspora de cérebros, principalmente no período pós-pandemia, em que a maioria dos países estará em crise, inclusive o Brasil, e, segundo a pesquisadora Suzana Herculano-Houzel, sem ciência não há saída para grandes crises.

Portanto, os desafios do combate à fuga de cérebros no Brasil são a falta de investimentos monetário e tecnológico. Desse modo, é preciso que o Ministério da Economia e da Educação criem um plano de repasse às universidades federais, incentivando a pesquisa e premiando com dinheiro aquelas com as melhores, incentivando assim, a permanência de cientistas e pesquisadores no país. Somente assim, a diáspora de cérebros diminuirá cada vez mais.