Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/06/2020

A série televisiva “The Big Bang Theory” retrata a história de Rejesh, um cientista indiano, que se muda para os Estados Unidos com a finalidade de ter seu trabalho mais reconhecido e pelas melhores oportunidades no mercado de trabalho americano. Infelizmente, a narrativa de Rejesh não destoa da realidade brasileira, na medida em que, a ausência de investimentos governamentais e o alto índice de desemprego permeiam a sociedade moderna.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de investimentos governamentais nos setores científicos é um dos fatores determinantes para persistência do problema. Nesse sentido, segundo o filósofo iluminista Rouseau em sua obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o desenvolvimento social e o bem-estar coletivo. Entretanto, segundo dados colhidos pelo site epoca.negocios, em 2017 foram investidos apenas 4,6 bilhões de reais nos setores de pesquisas científicas no Brasil. Por conseguinte, as atividades científicas são afetadas pela falta de impulsos financeiros nesse âmbito.

Além disso, outro obstáculo enfrentado é o alto índice de profissionais qualificados, porém desempregados. Segundo uma pesquisa feita pela Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em 2016 cerca de 69,3% dos doutores recém-formados se encontravam desempregados. Tal perspectiva demonstra a desvalorização dos profissionais da ciência no mercado de trabalho brasileiro.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve propor a criação de bolsas de pesquisa científicas e  abrir novas vagas voltados para os cientistas recém-formados nos setores públicos, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tais vagas serão destinadas obrigatoriamente para todos os cientistas recém-formados possam ingressar no mercado de trabalho. Espera-se que através disso seja freada  à fuga de cérebros no Brasil.