Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 21/06/2020
No longa A Teoria de Tudo, vê-se a história adaptada de Stephen Hawking, um dos maiores astrofísicos contemporâneos, formado no Reino Unido. Segundo a revista Exame, o país europeu planeja tornar mais pragmáticas as regras de visto para cientistas, facilitando imigrações. Ao contrário da nação europeia, o Brasil infelizmente não incentiva a vinda de tais trabalhadores para o país, nem os próprios brasileiros em suas respectivas áreas de pesquisa e atuação.
Em conformidade com a falta de incentivo e financiamento em variados ramos científicos, cada vez mais indivíduos procuram outros destinos para terem melhores oportunidades de desenvolver seus trabalhos. De 2011 para 2017, as declarações de saída do país foram de 8.170 para 21.236 pessoas, um aumento de 38,4% nas estatísticas.
Com aumento consideravelmente grande nos dados, consequências graves para o desenvolvimento do estado brasileiro fazem-se presentes, já que jovens talentos que impulsionariam pesquisas, descobertas e inovações nacionais, por falta de oportunidades, partem para realizar essas conquistas em outros lugares. Jovens talentos como Bianca Ott, Gustavo Requena e Renata Leonhardt, além de partilharem a nacionalidade e o curto tempo de atuação, partilham também a participação na estatística da fuga de cérebros brasileira.
Indo de desencontro com atitudes que mantenham essas pessoas aqui, o estado deve trabalhar para contornar a problemática. Primeiramente, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve trabalhar juntamente com o Ministério da Educação para oferecer mais bolsas de estudos e projetar campanhas que chamem a atenção dos alunos para cursos na esfera da ciência e tecnologia, além de investir cada vez mais nas pesquisas nacionais. Assim, pode-se caminhar para o combate eficaz dessa situação.