Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/07/2020
A idade média foi marcada pelo Renascimento Cultural, que deixou o seu legado artístico e intelectual para a humanidade. Hoje, passados 5 séculos, apesar da importância da ciência, o Brasil, no entanto, é negligente ao não valorizar o conhecimento dos seus pensadores. Diante disso, vê-se a fuga de cérebros, devido à falta de apoio acadêmico, de recursos incentivadores e infraestrutura deficitária.
Em primeiro plano, é necessário compreender como o acesso ao ensino primário é pertinente para um país mais desenvolvido. Para isso, vale ressaltar que o homem é aquilo que a educação faz dele, de acordo com o filósofo Alemão Kant. Nessa lógica, percebe-se que, no Brasil, a formação acadêmica infantil é pouco estimulada, consequentemente, formam-se alunos sem senso crítico e criatividade, especialistas em reproduzir o que ouviram, mas incapazes de inovar.
Ademais, o investimento brasileiro em ciência é irrisório diante do seu potencial natural. Apesar de ser um país rico em matérias primas, há pouco desenvolvimento de tecnologias para o aproveitamento dessas riquezas, ficando limitadas à exportação. Logo, poucos recursos são destinados à formação de cientistas, uma vez que o país não possui demanda tecnológica suficiente devido atentar-se ao mercado primário. Desta maneira, falta infraestrutura nos tecnopolos, subsídio para a manutenção dos pesquisadores e investimento na produção tecnológica.
Registra-se, portanto, que a saída de cientistas é pertinente para o crescimento do país. Para tanto, é imperiosa a ação do Ministério da Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), de juntamente ao Ministério da Educação (MEC), elaborar diretrizes de aumento de incentivos à iniciação científica nas escolas brasileiras. Por meio de cursos de formação tecnológica, os quais estejam disponíveis para alunos a partir do ensino fundamental, além do aumento do financiamento à bolsas de pesquisas superiores, preparando de forma apropriada novos cientistas. Dessa forma, será possível, de fato, uma maior integração de indivíduos, os quais formaram uma sociedade que valorize seus sábios.