Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/07/2020
No filme “O menino que descobriu o vento” é apresentado ao telespectador a realidade de uma aldeia do interior do continente africano, em que vive um menino com muitas ideias e aspirações, entretanto por boa parte da trama seus sonhos são barrados devido a situação humilde de sua família e a falta de aprovação dos que o cercam. De maneira análoga à ficção, o cientista brasileiro enfrenta muitos obstáculos para realizar suas pesquisas e desenvolver seu trabalho. Devido ao descaso com que são tratados no país muitos deles têm partido em busca de melhores condições de trabalho em outras nações, a fim de atingir suas expectativas, esse fato tem gerado uma crescente fuga de cérebros no Brasil e uma carência de profissionais capacitados no mercado de trabalho.
É fato que a ciência nunca foi tão valorizada no país, por ser um grande exportador de bens de base e não ter tanto foco em indústrias. Um dos fatores que corroboram essa situação é a falta de investimentos em pesquisas e equipamentos para os cientistas brasileiros, que constantemente sofrem com cortes de verbas destinados à pesquisa-foram 6 bilhões de reais em cortes, desde 2013.
A grande migração de pesquisadores para países desenvolvidos é característica de países pobres, mas o que acontece no Brasil é a valorização da ignorância e subestimar os que tentam mudar a realidade nacional é praxe de consecutivos governos. É notória essa falta de interesse, como afirmou a neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel, que deixou o país alegando ter se cansado do ambiente que incentiva a mediocridade.
Portanto, a fim de desenvolver os projetos dos cientistas brasileiros, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações tratar os pesquisadores brasileiros com maior seriedade e fazer investimentos e parcerias com laboratórios de pesquisas e até mesmo universidades internacionais, para que os cérebros brasileiros desenvolvam seus projetos em território nacional. Assim a evasão será menor e a ciência brasileira poderá aflorar e o desenvolvimento econômico nacional virá como consequência.