Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/07/2020
De acordo com a revista exame, o Brasil investe mais em educação do que muitos países superdesenvolvidos. Contudo, a alta corrupção e má distribuição de verbas estatais cria cenário favorável à falta de setores produtivos no país para absorção dos discentes após formação; pode-se citar também a burocracia para aprovação de estudos científicos pelo território nacional, o que é inadmissível, visto que esses projetos são a chave para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.
Em primeiro plano é possível afirmar que de acordo com a pesquisa de economistas da Pontifícia Universidade Católica (PUC), 30% de 365 municípios analisados apresentam corrupção na educação. Assim, é lícito que esses valores desviados da educação, sem dúvidas, poderiam sanar os custos de novos projetos favoráveis a integração científica após a formação do aluno brasileiro na faculdade. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para acabar com esse golpe ao sistema democrático da nação verde-amarela.
Em segundo plano, é pertinente pontuar a burocracia para a aprovação de pesquisas científicas no Brasil . Em países, como no Canadá, análises de aprovação para experiências demoram no máximo três meses, enquanto no Brasil, os profissionais esperam quase um ano para terem a possibilidade de continuar seus estudos. Isso gera insatisfação por parte dos estudantes, que muitas vezes, veem-se impossibilitados de mudar a realidade nacional no que tange ao desenvolvimento de novas descobertas científicas.
Para resolução dessas problemáticas, faz-se necessário que o Ministério Público Federal (MPF) fiscalize e redirecione os valores desviados por corrupção ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), que por via de investimentos, deve aumentar os valores de bolsas de estudos e crie projetos para facilitar a integração do recém formado ao mercado de trabalho de acordo com sua especialidade. Isso diminuirá as chances dos discentes buscarem outros países para exercer sua profissão. Além disso, o Estado deve facilitar a tramitação de processos ligados aos estudos e experiências, que não ataquem a ética ou direito a vida, dentro do Brasil, por meio da redução de prazos e preconceitos. Essa estratégia possibilitará a extinção da fuga de cérebros brasileiros e garantirá a o desenvolvimento nacional em ciência e pesquisas aplicadas.