Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 02/07/2020
Na obra filosófica “O Banquete”, de Platão, há um diálogo sobre o amor e suas consequências. Não obstante, o diálogo do intelectual Fedro admite que o amor desperta o que há de melhor no ser humano : as virtudes. Contudo, a falta de investimento nas pesquisas científicas rompe o amor, entre os pesquisadores e o país, quando os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil prevalece e a letargia do Estado impera.
Primeiramente, à fuga de cérebros está relacionada a busca por melhores condições de desenvolvimento de pesquisas. Embora, muitos pesquisadores tenham a capacidade para criar novas tecnologias e sanar um problema de saúde, com a pesquisa, a situação de desvalorização predomina. Em razão disso, o Jornal da Universidade de São Paulo afirmou que o governo brasileiro não está financiando nenhuma pesquisa sobre a covid-19 com recursos novos, isso indica que sem o investimento necessário o país não sairá da crise, de saúde, tão cedo.
Nesse contexto, o Estado segue em repouso quando ignora e não assegura os direitos básicos dos cientistas. Dessa forma, é visível que mais fugas de cérebro acontecerão, caso a situação de inércia continuar. Por conseguinte, é mister ressaltar o pensamento aristótelico sobre o bem comum, em que o filósofo declara que para ser justo o homem deve ter ações que beneficiem a si próprio e aos demais, pois, só assim, a sociedade viverá bem.
Portanto, políticas públicas devem ser efetivadas. A campanha “A ciência vive” poderia ser consolidada, com o auxílio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com um cartão benefício para os pesquisadores. De tal forma que, os pesquisadores teriam um cadastro no site do MCTI e uma senha de acesso para o benefício. Em virtude disso, seriam oferecidos cinco mil reais para cada pesquisador, isso implicaria na resolução da negligencia do Estado, na melhoria do investimento das pesquisas, garantiria a permanência dos pesquisadores e, também, a virtude declarada por Fedro.