Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 02/07/2020

As raízes históricas do Brasil refletem em uma constante desvalorização do conhecimento nacional e romantização do estrangeiro. Isso se dá tanto pelo costume de quem tinha condições de mandar parentes para estudar no exterior nos primeiros anos de formação do território nacional quanto nos dias atuais, onde, o investimento tanto financeiro quanto social na área educacional apenas desmorona com medidas governamentais cada vez mais absurdas. Tais fatos tornam a ida para países que levam a ciência e a educação mais a serio muito tentadora e é algo que precisa ser combatido.

Mesmo com a chegada da Família Real ao país, a educação não acompanhou as necessidades educacionais que os recém chegados tinham no ramo da educação. Isso criou um costume que fica notório quando se olha para artistas e escritores brasileiros do passado.como Di Cavalcanti, pintor modernista, que apesar de brasileiro teve formação em París. Ou seja, o fato de que pessoas que se destacaram na sociedade estão diretamente ligadas ao estudar no exterior só reforça a ideia de que esse costume reverberou como algo positivo sendo que é fortemente prejudicial ao país já que o povo brasileiro está perdendo talentos que trariam retorno para todos. Afinal são raros os casos daqueles que voltam para ajudar sua sociedade mãe, como foi Di Cavalcanti, isso significa uma perca significativa em pessoas que poderiam trazer grandes mudanças para o povo com suas ideias e seus conhecimentos.

Além do próprio aspecto social que a saída de pessoas trás, ainda existe um incentivo negativo para que isso ocorra. Como diz a reportagem de maio de 2018 do movimento todos pela educação: “O investimento do Brasil na educação é de 6% do PIB, o que é grande, mas ainda assim não representa 0,3% do que países desenvolvidos gastam por aluno…”. Tais palavras demonstram o descaso governamental, não só com verba, mas também a falta de incentivo moral e compensativo nas pesquisas e áreas de avanço da educação. Essa carência de recursos gera o ambiente perfeito para que muitos cientistas saim do país com perspectivas de melhora, fazendo com que o país perca potenciais revolucionários em várias áreas que poderiam trazer benefícios a sociedade como saúde e economia.

Portanto, é clara a necessidade de gerar mudanças, tanto na visão, quanto nas ações que são feitas na educação brasileira. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de pedidos de verba renovação nos métodos de ensino e aprendizagem, criar um novo ambiente com qualidade, segurança e valorização pesquisadores e seu conhecimento científico, seja com novos equipamentos ou auxílios mais adequados para garantir uma pesquisa de qualidade afim de criar uma visão de que continuar a pesquisa no Brasil é melhor e assim evitando uma fuga de cérebros. Tal ação pode evitar o problema da sociedade brasileira perder o benefício que os cientistas podem trazer com suas pesquisas e testes.