Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/07/2020

Durante a história do Brasil, muitos estudantes e pesquisadores migraram para a europa, até países como Portugal, a fim de obter melhores oportunidades e especialização. Artistas literários, por exemplo, precisavam estudar obras no exterior, em decorrência da educação menos desenvolvida no país, além de outros fatores. Entretanto, hoje percebe-se, ainda, uma saída da mão de obra especializada da nação, em razão de uma cultura alheia à ciência e do modo como o governo desenvolve e absorve talentos.

Em primeira análise, cabe evidenciar como a cultura brasileira, muita vezes alheia à ciência e ao seu desenvolvimento, força profissionais especializados à emigrarem do país. O anti-intelectualismo, que é a aversão à pesquisadores e a seus objetos de estudo é uma consequência da cultura de massa, termo criado pelos Sociólogos Adorno e Hormkheimer, que é difundida na mídia brasileira, é simplista e visa ao entretenimento, em detrimento da capacidade reflexiva. Como exemplo, há pouca divulgação de figuras importantíssimas, como Carlos Chagas, quem descreveu a doença de Chagas e quase recebeu um prêmio Nobel. Consequentemente, muitos cientistas vêem-se desmotivados a permanecer nesse ambiente, como relatou Suzana Herculano-Houzel, neurocientista: " a sociedade científica está dominada por uma visão que desestimula a inovação “.

Em segunda análise, é essencial destacar a maneira como o governo gera e absorve a mão de obra especializada como outra razão do problema. Primeiramente, de acordo com o ranking global de competitividade de talentos, o país recuou 8 posições no item “relevância do sistema educacional para a economia”, ficando em 126° lugar. Outrossim, segundo uma reportagem da BBC, no Brasil, há uma oferta de diplomas maior do que a demanda. Portanto, seja por uma educação desmotivadora, que passa conteúdos supérfluos, ou pela administração do ensino superior ineficiente, muitos precisam sair do Brasil.

Destarte, medidas são necessárias para minimizar a fuga de cérebros no país. Por isso, com o fito de tornar o meio científico brasileiro aberto à inovações, cabe ao Ministério da Ciência, Comunicação, Tecnologia e Informação, aliado à mídia, disseminar ideais de valorização à ciência. Isso acontecerá por meio de publicidades e incentivos financeiros à profissionais que se dediquem a pesquisas dentro do país.