Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 26/07/2020
Foque no “brain” e evite o “drain”
Durante o segundo reinado, o imperador Dom Pedro ll financiava intercâmbios para brasileiros poderem estudar temporariamente no exterior sob compromisso de regressar ao território nacional e aplicar aqui o aprendizado adquirido. Hodiernamente, o país passa por uma crise educacional a qual os estudantes mais exigentes encontram escassez de apoio para determinados projetos universitários. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura e entender o que está errado na estrutura educacional brasileira atualmente.
Em meio a isso, é importante citar o exemplo da pesquisadora Suzana Herculano, que transferiu seu trabalho aos EUA dizendo ter-se cansado de ambiente que incentiva a mediocridade. A princípio, cabe discutir a veracidade de tal fala e desvendar sua causa.
É relevante abordar, ademais, que a quantidade de verba pública para pesquisas universitárias no Brasil contribuem ao graduado brasileiro tornar-se o 16° mais caro do mundo de acordo com a OCDE. Porém, o destino das verbas públicas não têm alcançado pesquisas consideradas mais contribuintes com demandas sociais. Ressalta-se, que na UFBA, houve um financiamento de tese intitulada: “Sapatos têm sexo?”, em referência a metáfora de gênero de lésbicas de baixa renda. Paralelo a isso, projetos de neurociência de Suzana Herculano não eram apoiados.
Em vista dos casos, demanda-se que a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Passe a adotar auditorias públicas com cidadãos e empresas, para melhor decidir o destino de investimentos em pesquisas no Brasil com intuito manter no país os projetos que melhor atendem as demandas sociais. Feito isso, a fuga dos cérebros mais comprometidos com o desenvolvimento social poderá ser prevenida e estarem aqui para trabalhar em proveito do cidadão brasileiro.