Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 07/07/2020
A expressão “fuga de cérebros” faz referência aos profissionais especializados em áreas do mercado de trabalho dotados de um alto conhecimento em seu campo profissional, e que migram de países pobres ou com poucas oportunidades laborais para centros mais desenvolvidos que carecem de suas habilidades. A falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil remete questões histórico-culturais. Ou seja, como o país sempre foi muito eficiente na produção agropastoril devido ao clima e solo favoráveis, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente durante o Brasil Colonial nunca foi prioridade como era na Europa. Tal ócio cientifico perdura até os dias de hoje, porém agora devido à problemas de políticas públicas.
Com a posição geográfica favorável do Brasil, o setor primário sempre foi algo economicamente vantajoso. Assim, os principais investimentos recaem na produção agrária, deixando as outras áreas “esquecidas”. Logo, após décadas de investimentos, “o Brasil é primeiro mundo em tecnologia agrícola”, segundo o diretor do curso de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Prof. Dr. Izaias de Carvalho Borges, mas fica para trás em outros aspectos.
Apesar de não ser um grande “fornecedor” destes cérebros, sofre em especial no setor de cinematografia e produção gráfica. Alguns dos grandes fenômenos de bilheteria de Hollywood estão recebendo cada vez mais a contribuição de profissionais brasileiros, com destaque para o que aconteceu no filme Matrix, considerado uma revolução cinematográfica.
Diante dos eventos supracitados, não é conclusivo que o Brasil nunca venha ter importância em âmbito tecnológico e cientifico. Exemplo disso é que a exportação de aviões cresceu 31,5% no primeiro trimestre de 2016, segundo o site Época. Mas para tal reconhecimento é necessário que Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações forneça melhores condições para pesquisadores brasileiros, ampliando e equipando seus laboratórios. Cabe também ao Ministério da Educação que incentive alunos a ingressarem no ramo científico fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para o aluno e professor que crie bons projetos.