Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/07/2020
No hodierno cenário global, a ciência é um fator imperioso no crescimento de um país. Entretanto, no Brasil, um fenômeno nomeado de “brain drain” continua frequente em razão da falta de recursos e incentivo à ciência, o que mitiga o desenvolvimento intelectual e econômico de nosso país.
A fuga de cérebros, conhecida pelo termo “brain drain”, é caracterizada pela migração de cientistas brasileiros à instituições estrangeiras, a fim de buscarem por melhores oportunidades no âmbito científico. A escassez de recursos, a constante desestimulação à inovação técnica e o corte de verbas governamentais destinadas ao campo da ciência são capazes de prejudicar nosso país. De acordo com o Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos, 8% dos pesquisadores brasileiros trabalham no exterior.
Como esse panorama supracitado, nota-se um desenvolvimento decrescente na ótica intelectual, gerando consequências. Percebe-se um atraso científico brasileiro em relação aos outros países, proporcionando queda econômica. Além disso, devido ao corte de bolsas destinadas às pesquisas científicas, perde-se uma geração de cientistas que poderiam trazer vantagens ao Brasil, como a descoberta de novos medicamentos e vacinas.
Portanto, é mister que o Brasil tome medidas necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao governo, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, abrir mais oportunidades para o departamento científico , por meio do aumento de investimentos para a ciência, a fim de amplificar as pesquisas brasileiras. Compete ao Ministério da Educação incentivar os alunos a ingressarem no ramo científico, através do fornecimento de bolsas estudantis e suporte aos estudantes. Somente assim, poderemos frear a fuga de cérebros no Brasil, fazendo com que nosso país seja uma potência científica e econômica.