Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/07/2020

É notável que a maioria dos países desenvolvidos possuem uma dedicação no desenvolvimento de seus tecnopolos.Porém, o Brasil não segue essa tendência e enfrenta árduos desafios no combate à fuga de cérebros.Esses entraves derivam principalmente da falta de investimento na educação pós-graduação e do mercado de trabalho escasso no país.

Sob a perspectiva do economista Arthur Lewis, para o desenvolvimento de um país a educação nunca pode ser vista como despesa.Seguindo a linha de pensamento de Arthur, percebe-se que o Brasil não investe o suficiente em pesquisas e na ciência, negligenciando bolsas de estudo e cortando verbas para instituições de pesquisa.Desse modo entende-se o motivo pelo qual brasileiros com potencial para desenvolver o país estão imigrando para nações de primeiro mundo que oferecem um cenário mais favorável para estudar e trabalhar, situação classificada como fuga de cérebros.Diante disso, verifica-se a necessidade de aumentar os investimentos em pesquisas de ponta.

Além disso, o mercado de trabalho escasso é também um desafio no combate a fuga de cérebros no Brasil.Isso porque os tecnopolos brasileiros não recebem a atenção e verba suficiente para funcionar de maneira ideal, assim não atrai os jovens doutores até eles, além de não ter capital suficiente para expandir e contratar novos “cérebros”.De acordo com a FGV e a UFPE a taxa de desocupação de doutores gira em torno de 25%, dessa maneira diversos jovens decidem deixar a sua pátria e construir uma carreira bem sucedida em outros países.

Mediante a compreensão do exposto, conclui-se, para superar os desafios no combate à fuga de cérebros é necessário que o Estado, junto com o ministério da ciência e tecnologia façam um maior investimento na área de pesquisa de ponta no Brasil.Isso, através do aumento de verbas direcionadas a instituições de pesquisa e tecnopolos, do aprimoramento da distribuição de bolsas de doutorado e também de um aumento em seu valor, possibilitando que o jovem foque exclusivamente em seus estudos.Tudo isso a fim de que os “cérebros” brasileiros permaneçam no país e com os avanços proporcionados pelas pesquisas consigam desenvolvê-lo.