Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/07/2020
Formado em desenho industrial e propaganda no Brasil e mestre em efeitos especiais pela American Film Institute, o brasileiro Eduardo Gurman atuou com as Irmãs Wachowski por meio da produção de efeitos especiais na sequência do clássico cinematográfico Matrix. De forma análoga, contemporaneamente, enfrentam-se impasses para romper com os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Nesse sentido, é possível ressaltar, ora a falta de investimentos destinados à matriz científica, ora o cenário de polarização política que marca a crise no país, como causas frente ao emergente fenômeno.
Em primeiro plano, é necessário avaliar como a criação de um ambiente não propício à inovação, pesquisa e qualificação é fator contribuinte à evasão de cérebros no Brasil. Dessarte, pela visão do físico americano Edward Teller, a ciência de hoje é a tecnologia de amanhã. Sob esse viés, é perceptível que a fuga de cérebros, marcada pela saída de talentos nacionais em busca melhores oportunidades fora do país, é motivada - em parte - pela falta de políticas direcionadas aos meios acadêmicos e científicos, pondo a inovação em segundo plano. Por conseguinte, essa problemática remonta um temor pelo atraso do desenvolvimento tecnológico no país, haja custa a perda de talentos, que agregam valor e estudos em outro países.
Outrossim, o cenário de polarização política que marca a atualidade está intimamente ligado à perpetuação da evasão nacional em busca de melhores condições. Dessa forma, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em 2015, o país perdeu 50 mil cientistas para universidades estrangeiras e a tendência para o próximos anos é aumentar. Sob esse prisma, tal cenário é potencializado pela crise que marca o país, manifestada, majoritariamente, pela redução de investimentos, recessão econômica e aumento do desemprego. Consequentemente, é propiciado o constante embate generalizado de ideologias, que levam o país à estagnação, visto que medidas efetivas para a superação de impasses não são postas em prática.
Em síntese, medidas devem ser tomadas para mitigar impactos da problemática. Para tanto, cabe à Receita Federal destinar maior verba de seus tributos à sociedade científica, objetivando aumentar visibilidade a esse ramo e estimular a inovação que trará tecnologias e melhores oportunidades no futuro. Pararelamente, o Estado deve reverter o preocupante cenário de crise, influenciando e ouvindo o debate racional político por meio de mídias sociais, a qual a discussão é direcionada ao que se deve fazer para contornar situação ao invés das causas que a geraram. Assim, o Brasil poderá esquecer tal problemática e caminhar para um futuro mais entendedor e absterso a todos.