Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/07/2020

Em Os Miseráveis, Victor Hugo diz que se uma alma na sombra da ignorância comete um pecado, a culpa não é de quem o fez, mas de quem provocou a sombra. O mesmo acontece fora da literatura, jovens pesquisadores são obrigados a deixar o país, pois não encontram ambiente favorável ao seu avano acadêmico. Dessa forma, o desenvolvimento científico e tecnológico do país é comprometido, além de colaborar para o desperdício de cérebros com grande potencial acadêmico.

Historicamente, a primeira revolução industrial aconteceu na Inglaterra e garantiu a esta a posição de maior potência econômica e tecnológica do século XIX. Por certo, tal desenvolvimento só foi possível graças a diversos motivos, posição geográfica, capital acumulado, política expansionista, dentre outros. Ou seja, não é possível haver desenvolvimento sem um ambiente favorável para tal avanço. Dessa forma, fica claro que o desenvolvimento do país e o progresso científico são altamente comprometidos e limitados com a ausência desse ambiente.

Certamente, a problemática ainda se faz presente mediante a falta de recursos e incentivos, acarretando o desperdício de cérebros com grande potencial, uma vez que, a tendência seja a saída de mais cientistas do país, segundo a revista Science. Observa-se ainda, o desenvolvimento crescente que os países para onde vão estes pesquisadores têm, o mesmo poderia acontecer no Brasil, caso houvesse o encorajamento necessário.

Diante do apresentado, é nítida a necessidade de combater as limitações do desenvolvimento científico e o desperdício de cérebros que a “sombra” da problemática proporciona. Portanto, é necessário parceria entre Governo e Sociedade, a fim de promover e manter o conhecimento e desenvolvimento do país, por meio de invertimentos na educação, proporcionando a manutenção e criação de projetos de pesquisa, por exemplo. Dessarte, os desafios serão superados e o país estará em crescente progresso.