Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/08/2020

De acordo com o filósofo Francis Bacon : " Conhecimento é poder “. No cotidiano isso pode ser observado pelas diversas contribuições da ciência e da tecnologia deixadas por cientistas e pesquisadores. Atualmente, no Brasil, esses profissionais enfrentam obstáculos para continuar trabalhando, como corte de verbas e a desvalorização, e essa situação faz com que muitos migrem para outros países, os quais ofertam melhores condições. Sob esse olhar, é necessária a análise dessa conjuntura para mitigar os desafios no combate à fuga de cérebros no país.

A princípio, é válido salientar os recentes cortes na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a qual oferece bolsas para estudantes de mestrado e doutorado. Tal atitude evidencia o descaso do Governo em relação aos pesquisadores, pois sem verbas não conseguem financiar seus estudos e se sustentarem. Dessa forma, a decisão de ir para outro país, onde os mesmos serão mais remunerados, acaba sendo mais atrativa.

Por conseguinte, é nítida a desvalorização desses profissionais. Além de cortes, sua pesquisa não é aproveitada por falta de recursos de produção. Mesmo que as ideias foram iniciadas em universidades brasileiras, geralmente são produzidas em território estrangeiro. O exílio científico é resultado de uma sociedade que não valoriza o conhecimento a longo prazo, mesmo que ele possa trazer progresso ao país.

Sendo assim, é urgente reverter esse cenário. O governo deve investir em recursos, tanto de materiais de pesquisa quanto de subsídio aos pesquisadores, por meio do oferecimento de verbas as fundações de pesquisa, como CAPES e CNpq, para que as mesmas assistam os profissionais e suas pesquisas. Ademais, a educação também pode auxiliar ao trazer palestras de cientistas, além de passeios por feiras científicas, como a Feira Brasileira de Ciências e Engenharias (FEBRACE), com o fito de estimular os estudantes a seguir e valorizar a carreira científica. Dessa forma, o Brasil poderá se tornar um local de fomento científico e seus profissionais não precisarão se deslocar para outros países.