Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/07/2020
Exportação de mentes
No século passado, com o advento da globalização, foram perceptíveis avanços significativos na comunicação à distância. Com isso, popularizou-se a troca cultural entre diferentes e continentes, sendo mais viável migrações e intercâmbios. Nesse ínterim, houveram também incontáveis progressos tecnológicos, que demandaram mão de obra qualificada de outros países, empobrecendo as nações fornecedoras dos “cérebros” responsáveis pelas mais brilhantes descobertas recentes, problema que se perpetua até hoje. Nesse sentido, é evidente a problemática relacionada à emigração de profissionais do Brasil, causada pela falta de empresas de tecnologia nacionais, além da busca por qualidade de vida melhorada em outras pátrias.
Cabe ressaltar, em primeira análise, o impacto do baixo número de negócios voltados à informática e tecnologia da informação no país. Acerca de tal aspecto, é visível que, na bolsa de valores, existem pouquíssimos ativos de investimento no setor, inferior à 10. Entretanto, ao se analisar o cenário mundial, é visto que as 5 maiores participações da bolsa estadunidense são de iniciativas voltadas à internet. Logo, percebe-se que o mercado brasileiro não é capaz de absorver toda mão de obra especializada formada, agravando a saída de profissionais do Brasil. Portanto, é incontrovertível que a falta de escoamento para o setor contribui para a fuga de cérebros do país.
Ademais, é necessário pontuar que a procura por uma vida mais confortável leva muitos brasileiros a emigrar, sobretudo aqueles que buscam oportunidades de emprego. Ao analisar tal perspectiva sob a teoria do Fato Social, do filósofo Durkheim, que indica a existência de normas na sociedade, essas que não valorizam o trabalho pensante e produção de tecnologia, se torna lógica decisão dos profissionais. Por conseguinte, eles buscam nações que abrangem costumes de prestigiar sua carreira e que possuam Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, maior e mais adequado à suas expectativas. Assim sendo, é claro que a busca por bem-estar motiva a emigração de graduados, pós-graduados, doutores e mestres.
Destarte, devido ao supracitado, tornam-se evidentes as causas que levam à “fuga de cérebros” do Brasil, devendo ser combatida. Logo, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de bolsas, incentivos e inovações, oferecer benefícios à estadia e formação de mentes brilhantes, que agregarão valor ao país, de forma a atrair profissionais de renome e proporcionar melhor qualidade de vida para eles, evoluindo a nação no que tange os recursos humanos que possui. Assim, será possível, ao invés de empobrecer, enriquecer o pátria e torná-la um lugar melhor e mais justo para todos.