Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/07/2020
Conforme, o Artigo 218, da Constituição Federal de 1988, é determinado que o estado promova e incentive o desenvolvimento científico e tecnológico para a inovação. No entanto, é notório que com a atual situação do país é inestimável tal objetivo, visto que, há uma fuga de cérebro no país. Esta favorece a emigração em massa de indivíduos com aptidões técnicas ou de conhecimentos que migram de países com poucas oportunidades laborais para territórios mais desenvolvidos que priorizam as suas habilidades, neste caso o Brasil sofre com este fator. Diante disso, deve-se analisar a falta de investimento em ciências tecnológicas e a desvalorização do conhecimento, a qual geram a problemática em questão.
Ademais, como já dizia o físico Albert Einstein, " Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada a realidade, é primitiva e inocente; e, portanto, é o que temos de mais valioso." Nesse sentido, cabe destacar que é fundamental uma ciência aprimorada para o desenvolvimento do país. Contudo, o estado deixa de cumprir o artigo 218, pois não investe profundamente no que seria pautado. Consequentemente, haverá uma fuga de capital humano.
Outrossim, é fundamental enfatizar que a desvalorização do conhecimento também influenciam tal problemática. Isso ocorre, pelo fato do Brasil ser um país que visa o setor primário. Assim, deixando para segunda análise setores que favorecem a economia do país como o investimento na educação para a qualificação de profissionais nas áreas tecnológicas. Nessa lógica, consoante ao pensamento do polímata Leonardo da Vinci, “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” De acordo com o termo supracitado, o conhecimento é infalível e benéfico em todos os âmbitos e o alicerce para o desenvolvimento de novos saberes e até mesmo do país.
Depreende-se, portanto, que a desvalorização do conhecimento e o baixo investimento em ciências tecnológicas contribuem para o problema em questão. Sendo assim, cabe ao governo juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério da Educação ofertar a estes indivíduos recursos necessários para combater a fuga de cérebros com maior eficiência. Por meio, de políticas públicas, programas governamentais de incentivos a pesquisas em conjunto com um auxílio financeiro para que estes possam alcançar seus objetivos. Além disso, deve-se investir na educação do país para que surjam novos cientistas intelectuais e progressistas. Só assim, o artigo 218 será efetuado e o Brasil reforçará a importância do aprendizado.