Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 21/07/2020

A ciência é desprezada no Brasil. Cientistas, pesquisadores e intelectuais são desvalorizados e tem suas profissões menosprezadas pela população e pelo governo. Portanto, em busca de melhores condições, eruditos estão saindo do país. Isso é chamado de fuga de cérebros, sua causa é a ignorância a cerca do que faz um cientista e da sua real importância para a sociedade.

A ciência se tornou uma “torre de marfim”, isto é, um método incompreensível à maioria do povo. A elitização tem como causadores os próprios intelectuais, que passam muito tempo pesquisando novo conhecimento e pouco tempo divulgando o conhecimento já existente à população. Infelizmente, a elitização causa uma separação entre os eruditos e os demais, em suma, seu resultado é a população enxergando suas profissões como distantes, pouco compreensíveis e, por vezes, inúteis.

As enxergando assim, obviamente, não lutam para melhorar as condições dessa classe, ocasionando a fuga de cérebros. Isso causa danos irreversíveis à sociedade, como: perda da capacidade científica, perda capacidade criativa, perda de inovação, empobrecimento intelectual da população e danos econômicos ligados ao atraso do desenvolvimento científico.

É necessário que a ciência se torne mais acessível a população, para isso, é necessária a divulgação científica. O governo deve criar bolsas e estímulos, como competições premiadas, para projetos de divulgação de ciência de base para que tenha um estímulo mínimo à essa área. Além disso, mestrandos e doutorandos deviam ser obrigados a passar alguma carga horária do seu curso lecionando para pessoas carentes, dessa forma, gerando a perpetuação do conhecimento técnico-científico.